<T->


          Viver e Aprender
          Portugus 2
          2a. srie 
          Ensino Fundamental

          Cloder Rivas Martos
          Joana D'Arque G. Aguiar

<F->
Impresso braille em trs
partes, da 7a. edio reformulada, -- 2001, 1a. tiragem -- 2001, 
So Paulo, 2001, da Editora Saraiva
<F+>

          Segunda Parte

          Ministrio da Educao
          Instituto Benjamin Constant
          Av. Pasteur, 350/368 -- Urca
          22290-240 Rio de Janeiro 
          RJ -- Brasil
          Tel.: (0xx21) 3478-4400
           Fax: (0xx21) 3478-4444
          E-mail: ~,ibc@ibc.gov.br~, 
          ~,http:www.ibc.gov.br~,  
          -- 2003 --
<P>

          Editora Saraiva

          Editor:
          Maria Tavares de Lima 
          Batista (Dalva)

          Assistente editorial:
          Claudia Renata G. Costa 

          ISBN 85-02-03485-5

          Editora Saraiva
          Av. Marqus de So 
          Vicente, 1697  
          CEP 01139-904
          Barra Funda -- So Paulo -- SP
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  editorasaraiva.com.br~,
<P>
                               I
<F->
Sumrio

Segunda Parte

Unidade 4

A gua e seus Mistrios

A sereia, Samir
  Meserani ::::::::::::::::: 81
Estudo do texto :::::::::::: 84
Um pouco de gramtica:
  oxtonas, paroxtonas, 
  proparoxtonas :::::::::::: 87
Vamos produzir ::::::::::::: 89
Dilogo entre textos
  (observao do cartaz do
  filme A pequena
  sereia II) ::::::::::::: 90
Um pouco de gramtica: 
  L/U :::::::::::::::::::: 94
Vamos produzir (confeco
  de cartaz de filme) :::::: 97
Dilogo entre textos:
  Texto 1 -- A nuvem,
  Lcia Pimentel Ges :::: 98
<P>
  Texto 2 -- O ciclo da
  gua, Gabrielle
  Woolfitt ::::::::::::::::: 100
Um pouco de gramtica: 
  H inicial CH, LH,
  NH :::::::::::::::::::::: 104
Vamos produzir
  (experincia) ::::::::::: 107

Unidade 5

Um Pouco do nosso Folclore

O saci, Ricardo
  Azevedo :::::::::::::::::: 112
Estudo do texto :::::::::::: 117
Um pouco de gramtica:
  vrgula ::::::::::::::::::: 119
Vamos produzir ::::::::::::: 122
Dilogo entre textos: 
  Caipora, Luiz Macedo e 
  Fernando Salm :::::::::: 124
Um pouco de gramtica:
  S (som de z) S e 
  Z finais ::::::::::::::::: 127 
Vamos produzir ::::::::::::: 131
<P>
                            III
Dilogo entre textos:
  Sapo com medo d'gua, 
  Ricardo Azevedo ::::::::: 132
Um pouco de gramtica:
  frases interrogativas, 
  exclamativas, afirmativas
  negativas ::::::::::::::::: 137
Vamos produzir ::::::::::::: 140

Unidade 6

Histrias que o Povo
  Conta

A origem das estrelas, 
  Theobaldo Miranda
  Santos ::::::::::::::::::: 143
Estudo do texto :::::::::::: 147
Um pouco de gramtica: 
  X (som de s) ::::::::::: 148
Vamos produzir 
  (reescrita) ::::::::::::: 151
Dilogo entre textos: O 
  pssaro da sorte,
  Clarice Lispector ::::::: 152
Um pouco de gramtica: 
  X/CH :::::::::::::::::: 158
Vamos produzir ::::::::::::: 161
Dilogo entre textos: 
  Lenda da vitria-rgia,
  Elias Jos :::::::::::::: 162
Um pouco de gramtica: 
  substantivos prprios 
  e comuns :::::::::::::::::: 169
Vamos produzir (escrita 
  coletiva de uma 
  lenda) ::::::::::::::::::: 173
<F+>

<55>
<T L. P. v. apren. 2>
<T+81>
Unidade 4

A gua e seus Mistrios

Conte a Seus Colegas

<R+>
 Voc sabe o que  uma sereia?
 Conte para os colegas como voc imagina que ela seja.
 Voc acredita que ela exista?
 Conhece alguma histria de sereia? Se souber, conte-a.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<56>
A sereia

  A sereia  um ser fantstico dos mares e oceanos, que canta e encanta os navegantes. Seu canto parece uma suave sirene, o sopro da brisa. Dizem que quem ouve fica fascinado pela sereia e pode at se afogar ao tentar segui-la. Sua forma  um mistrio: metade mulher, metade peixe. Os cabelos so longos, cor de coral. A cauda esguia movimenta-se com graa quando ela nada.
  Antigamente as sereias apareciam com freqncia no Mar Mediterrneo. Costumavam se espreguiar nas praias da Grcia, de Npoles e de uma ilha chamada Circe. Mas h quem afirme que a sereia no  originria dessa regio mediterrnea e sim de Atlntida, o continente submerso. Hoje em dia so muito raras as suas aparies. No se sabe de ningum que tenha conseguido fotograf-la. Nem mesmo os satlites artificiais da Nasa, que vivem tentando.
<57>
  Contam que em Porto Seguro, cidade do litoral da Bahia, Pedro, filho de um pescador de nome Antnio, via uma sereia surgir e desaparecer nas ondas do mar. Essa viso, porm, s acontecia em noites de lua cheia. Pedro mostrava a sereia a seus amigos, mas s ele conseguia v-la. Com o tempo comearam a duvidar do menino. Seu pai chegou mesmo a lev-lo ao mdico do Posto de Sade Municipal, que lhe receitou um calmante.
  Uma noite, Pedro estava olhando fixamente para o mar quando a sereia apareceu com mais nitidez e veio vindo at onde a gua era rasa. Os dois ficaram se olhando por algum tempo, deslumbrados. Depois, comearam a conversar. Ele disse chamar-se Pedro, ser filho de um pescador pobre e ser rfo de me. Ela disse chamar-se Serena. Contou que viera de Atlntida, onde morava no palcio de seu pai, de nome Netuno. Desde quando era muito criana ela ouvia histrias de paixes entre sereias e seres humanos. Depois, os dois ficaram em silncio. Foi ento que ela comeou a cantar uma cano suave, uma cano de embalar sonos e sonhos. E ele dormiu.
  De manhzinha Pedro acordou. Aturdido, olhou em volta. Mas viu que estava s. No sabia mais se realmente tinha encontrado uma sereia de nome Serena ou se tudo no passava de um sonho. Voltou para casa muito triste, de uma tristeza saudosa. De tarde, foi para a escola, mas no contou nada para seus colegas.
  Agora, todas as noites de lua cheia Pedro volta  praia. Fica escondido atrs de um coqueiro, olhando para o mar. Inutilmente. Ele sabe que Serena s voltar quando ele se lembrar da cano e assobi-la suavemente, como se fosse o sopro da brisa. Uma noite ele ainda vai se lembrar, vocs vo ver...

<R+>
(Samir Meserani. *Os incrveis seres fantsticos*. So Paulo, FTD, 1993, p. 15 e 16.)
<R->

<58>
Estudo do texto

<R+>
 1. Faa primeiro uma leitura silenciosa do texto, anotando todas as palavras, expresses ou partes que no tenha entendido em seu caderno. Sente-se com um colega e discuta com ele sobre o que anotou. Escrevam as respostas. Caso no consigam, consultem o dicionrio ou peam ajuda para o(a) professor(a).
 2. O texto  formado por duas partes: uma que nos explica quem  a sereia e outra que nos conta uma histria sobre ela. Procure onde comea e onde termina cada uma dessas partes.
 3. O que significa a expresso *ser fantstico*?

 4. Encontre, no texto, a parte que conta como  a sereia fisicamente. Depois faa o desenho dela no caderno. Capriche!

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 5. Copie as frases a seguir, substituindo as expresses destacadas por sinnimos.
<p>
 a) "Os cabelos so longos, *cor de coral*."
 b) "A cauda *esguia* movimenta-se *com graa* quando ela nada."

 6. Localize o nome da cidade onde a histria da sereia acontece.
 7. As pessoas acreditavam na histria de Pedro? Identifique no texto as partes que comprovam sua resposta. 
<59>
 8. Se algum lhe contasse uma histria como essa, voc acreditaria? Por qu?
 9. O nome da sereia era Serena. Procure no dicionrio o significado dessa palavra e depois responda: Por que voc acha que o autor escolheu esse nome para ela?
 10. O que voc achou do final da histria?
 11. Que parte do texto voc 
  achou mais emocionante?
<R->
<p>
Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Leia as palavras a seguir: 
 navegantes -- Amrica --
  tempestade -- No -- tambm
 a) Copie-as no caderno, separando-as em slabas.
 b) Leia as palavras em voz alta e pinte as slabas pronunciadas com mais fora.
     A slaba de uma palavra pronunciada com mais fora  chamada *tnica*.
 c) Agora, faa o mesmo com as palavras a seguir: 
 brisa -- sopro -- cabelos --
  mulher -- cidade -- posto --
  fantstico -- ltimo --
  prticos -- coral --
  antigamente -- deslumbrado --
  Atlntida -- pescador --
  surgir -- regio -- aparies --
  ningum -- frica -- Npoles

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 2. Faa um quadro como este _`[{do livro em tinta_`] no caderno, escrevendo as palavras da atividade anterior nas colunas, conforme a posio da *slaba tnica*. Veja os exemplos e continue.
<R->

<F->
ltima  penltima  antepenltima
::::::  :::::::::  :::::::::::::
mulher  brisa      fantstico
<F+>

<60>
<R+>
 3. Leia as palavras do quadro a seguir, observando a slaba tnica de cada uma delas:
<R->

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l  gua -- chuva -- trovoada --  _
l  ilha -- calmante --           _
l  olhando -- criana --         _
l  suave -- cano               _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

  Qual delas no faz parte do grupo? Por qu?

<R+>
 4. Pedro quer ver a sereia novamente. Ajude-o a encontr-la. Para isso voc ter que observar a slaba tnica das palavras.
 _`[{h trs caminhos, com palavras, para Pedro escolher. Descrio a seguir_`]
<R->

  Caminho rosa: viver, cintura, saco, costas, durante, camponeses e Frana
  Caminho amarelo: atormentado, voltar, assustado, feiticeira, duvidar e crena
  Caminho azul: nitidez, litoral, desaparecer, viso, algum, vocs e Brasil

  O que todas as palavras do caminho certo tm em comum?

Vamos produzir

  Soltem a imaginao e, em dupla, criem uma histria sobre uma sereia. Se quiserem, vocs podem at escolher outro nome para ela. 
  Procurem caracterizar as personagens e o lugar onde a histria acontecer. Pensem em algo emocionante que poderia acontecer a ela.
  Depois de terminada a histria, releiam-na para corrigir o que estiver errado. Troquem-na com a de outra dupla e faam o mesmo. No final, escrevam um bilhetinho dizendo o que acharam da histria deles.

<61>
Dilogo entre textos

<R+>
 Voc j foi ao cinema?
 A que filme assistiu? 
 Qual foi o filme de que mais gostou? Por qu? 
 Para voc, existe diferena entre assistir a um filme no cinema e em vdeo? Qual?
<R->
<P>
<R+>
_`[{foto da capa de uma fita de vdeo do filme "A pequena Sereia II, descrita a seguir"_`]
<R->

  No alto aparecem dois desenhos, de um lado, a imagem de uma figura metade peixe, metade mulher, de pele rosada, aparncia delicada, maquiagem suave, cabelos compridos e penteados. Do outro lado a imagem de uma figura metade polvo, metade mulher, de pele escura, aparncia de crueldade, maquiagem carregada; cabelos despenteados, unhas compridas e pintadas de cor escura, olhar assombroso.
  Abaixo encontra-se o desenho de uma menina, de aparncia dcil e delicada, de pele rosada, cabelos compridos, sentada em cima de uma pedra no mar, refletindo o cu, acompanhada de uma lagosta e ao fundo um castelo.
<P>
<R+>
_`[{a seguir o texto da Capa_`]
<R->

Walt Disney
 Pictures Apresenta

A pequena Sereia II o retorno
  para o mar

Lanamento exclusivo em vdeo.

Dublado e Legendado.

<62>
<R+>
 1. Qual  a cor que mais se destaca no cartaz da pgina anterior? Por qu?
 2. Para que serve esse cartaz? 
 3. Identifique o nome do vdeo que est sendo apresentado. 

 4. Qual o significado das expresses destacadas? 
 a) A Pequena Sereia *II* -- O *retorno* para o mar.
 b) *Dublado* e *legendado*.
 c) *Lanamento exclusivo em vdeo*.
<P>
 5. Observe as personagens que aparecem no cartaz. Em sua opinio, qual delas representa o "mal"? O que voc observou para chegar  resposta?

 6. Compare a sereia e a menina: 
 a) O que h em comum entre elas? 
 b) O que  possvel concluir com essa semelhana? 
 c) O que h de diferente entre elas? 
 d) O que  possvel concluir por essa diferena entre as duas? 

 7. O que h em comum entre a sereia do primeiro texto desta unidade e a sereia do cartaz?
<R->
<P>
Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Copie as palavras do quadro no caderno e separe as slabas:

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::
l  calda -- cauda -- aula --   _
l  final -- sul -- degrau --   _
l  trofu -- bolsa             _
h::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

 a) Pinte as slabas que possuem *l* ou *u* em final de slabas.
 b) O que voc concluiu sobre a utilizao dessas letras?

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<63>
 2. Reescreva o poema a seguir no caderno, completando as palavras com *l* ou *u*.

Calendrio

 Em janeiro, Boas Festas!
 Fevereiro  carnava'''
 Em maro viro as a'''las,
 depois abri''', tudo igua'''
 Chega maio, ms das mes,
 junho, ms dos balezinhos.
 Mas julho traz nossas frias,
 Agosto  o ms do paizinho!
 Vem setembro.  primavera.
 Vir outubro e afina'''
 novembro passa depressa,
 chega dezembro.  Nata'''!

(Celina Ferreira, *Papagaio gaio* -- poeminhas. Belo Horizonte, Formato, 1998. p. 22.)
<R->

  Por que o ttulo do poema  *Calendrio*?

<R+>
 3. Copie as palavras, completando-as com *l* ou *u*. Consulte o dicionrio para tirar as dvidas.
 a) ro'''pa
 b) lo'''sa
 c) po'''vo
 d) fa'''ta
 e) ba'''de
 f) pa'''mito
 g) ca'''ada
 h) co'''ro
 i) to'''ca
 j) ja'''la
 l) se'''va
 m) to'''ro
 n) ta'''co
 o) minga'''
 p) festiva'''
 q) a'''mento
 r) E'''ropa
 s) quinta'''
 t) carnava'''
 u) cafeza'''

4. Observe a diferena: 
 Ele  um *mau* motorista; dirige *mal* o carro.

  Veja o antnimo: 
 Ele  um *bom* motorista; dirige *bem* o carro.
<R->

<64>
  Agora, reescreva as frases, utilizando os antnimos das palavras em destaque:
<R+>
 a) Ele  um *bom* pintor; pintou *bem* a casa.
 b) Ele  um *bom* leitor; entende *bem* o que l.
 c) Ele  um *bom* cantor; canta *bem* as canes.
     O que podemos concluir sobre o uso de *mau* e *mal*?
<R->

Vamos produzir 

  Imagine que a histria sobre a sereia criada por vocs na seo "Vamos produzir" ser transformada em filme e que vocs foram convidados a fazer um cartaz para ele.
  Observe todas as informaes do cartaz de *A pequena sereia II*, crie uma ilustrao bem bonita e pinte-a.
  Depois de tudo pronto, faa uma linda exposio na escola.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

Dilogo entre textos

<R+>
 Em sua opinio, a gua  importante? Por qu?
 Voc gosta de chuva? Por qu?
 De onde vem a chuva?
 O que acontece quando demora muito para chover?
<R->

Texto 1

<R+>
A nuvem

 A nuvem estava no cu.
 Era comprida, comprida.
 Veio o vento e enrolou a nuvem.
 Ela virou uma bola.
 Gostou de brincar de virar e virou nuvem-bicho.
 Foi nuvem-gato, nuvem-coelho, nuvem-girafa.
 Mas a nuvem gostava mesmo era de chover.
 Ento escureceu. Ficou bem, bem escura.
 A se transformou em milhares de gotinhas.
<p>
 E as gotinhas comearam a pingar
 primeiro devagar, depois com fora.
 Caiu uma chuvarada.
 E as gotas caram na terra,
 nas plantas e nas flores.
 A terra bebeu feliz a gua.
 As plantas e as flores
 Ficaram limpinhas e mataram a sede.
 E o que sobrou da chuva formou enxurradas
 Elas correram para os riachos.
 Dos riachos correram para os rios
 e depois para o mar.
 E veio o sol.
 Esquentou bastante.
 As gotinhas da chuva
 Subiram ao cu como vapor.
 Evaporaram.
 Nasceu outra nuvenzinha.
 E foi crescendo, crescendo.
 Virou nuvem outra vez. 
 A nuvenzinha recomeou
<P>
 a brincadeira: de nuvem-bicho,
 nuvem-bola, nuvem-gota-de-chuva.

(Lcia Pimentel Ges. *A nuvem*. So Paulo, Ed. do Brasil, 1986. Coleo Escadinha. Srie Trs degraus.)
<R->

<66>
Texto 2

O ciclo da gua

  O ciclo da gua explica como toda a gua do mundo se movimenta de um lugar para outro. Siga as setas e leia o processo.

<R+>
_`[{as setas do livro em tinta informam o ciclo da gua na natureza. Descrio a seguir_`]
<R->

  A gua evapora do mar...
  As rvores absorvem a gua do solo...
  A gua evapora das rvores
  As nuvens se formam...
  A chuva cai...
  A neve cai...
  A neve derrete...
  A gua corre para...
  Os rios... e os riachos...
  Os rios correm para o mar
  O mar contm 97% do total da gua da Terra...

  A gua do mar evapora e forma as nuvens. As nuvens viajam e a gua cai em forma de chuva ou neve. A gua corre para os rios e os riachos.
  Algumas nuvens se formam a partir da gua liberada pelas plantas. Uma grande floresta  como uma esponja. Quando chove as rvores absorvem a gua. Depois, ela evapora das folhas e forma uma nova nuvem. Essa nuvem recm-formada despejar chuva em outro lugar.
  (...)
<P>
<R+>
_`[{foto com rvores cortadas, conforme legenda a seguir_`]
<R->

  Legenda: As rvores desta floresta so cortadas em toras para serem vendidas a outros pases. Se no plantarem outras rvores aqui, haver menos chuva. 

<R+>
(Gabrielle Woolfitt. *gua*. So Paulo, Scipione. 1996. Os elementos. p. 14-5.)
<R->

<68>
<R+>
 1. Compare os dois textos e escreva no caderno as semelhanas quanto ao assunto.
 2. Qual dos dois voc gostou mais de ler? Por qu?
 3. Em qual dos dois textos as informaes so mais fceis de entender? Por qu? 
 4. Em sua opinio, qual foi a inteno da autora quando escreveu o texto 1?
 5. Qual foi a inteno da autora do texto 2?
<P>
 6. Observe o trecho:
 "E as gotas caram na terra,
 nas plantas e nas flores.
 *A terra bebeu feliz a gua*."
<R->

  A autora escreve como se a terra tivesse qualidades de uma pessoa. O que voc acha que significa a frase em destaque?

<R+>
 7. Retire outros trechos em que a autora escreve do mesmo jeito em relao  *nuvem* e s *plantas e flores*.
 8. Alm de escrever como se as plantas, as flores, a nuvem e a terra fossem pessoas, ela tambm utiliza vrias palavras com 
  *-inha*. Encontre-as e explique por que foram utilizadas.
 9. No texto 2, a autora afirma que a floresta  como uma esponja. O que ela quis dizer com isso?
 10. A autora diz que se cortarmos as rvores, haver menos chuva. Por qu?
 11. No texto 1 a palavra *terra* aparece com letra minscula e no esquema apresentado no texto 2 *Terra* aparece com letra maiscula. Qual  a diferena entre elas?
<R->

<69>
Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Siga as setas e forme palavras, escrevendo-as no caderno:
 ha :> bi :> tan :> te
 hu :> mil :> da :> de
 hi :> gi :> e :> ne
 he :> ri
 ho :> nes :> ti :> da :> de
 ho :> je
 he :> li :> cp :> te :> ro
 ho :> me :> na :> gem
 ham :> br :> guer
 hu :> mo :> ris :> ta

 2. O que h em comum entre as palavras da atividade anterior? O que voc conseguiu observar quanto ao som dessa letra?

 3. Releia as palavras a seguir:
 coelho -- milho -- bilhete --
  palha -- riacho -- chuva --
  chuchu -- chamada --
  passarinho -- gotinha --
  limpinha -- galinha
 a) Observe o uso da letra *h* e escreva as palavras no caderno, separando-as em trs grupos diferentes.
 b) O que voc observou para fazer a diviso? 
 c) Procure em jornais e revistas palavras com *h*. Depois separe-as em quatro grupos: *h* inicial, *ch, lh, nh*.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<70>
 4. Copie as palavras, corrigindo aquelas que estiverem erradas. Consulte o dicionrio.
 a) oje
 b) abril
 c) bilete
 d) ospital
 e) Aparecida
 f) omem
 g) hspede
 h) famlha
 i) filinha
 j) velice
 l) orelinha
 m) auxlio
 n) Braslia
 o) clios
 p) rolinho
 q) hontem

 5. Escreva o nome dos desenhos em seu caderno. Depois, separe as slabas das palavras:

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 6. Forme outras palavras acrescentando a letra *h*. Veja o exemplo e continue em seu caderno:
 vela -- velha
<p>
 a) bico 
 b) cala
 c) fila
 d) fica
 e) tela
 f) falei

 7. Adivinhe o que  e escreva no caderno. As respostas so palavras escritas com *lh*:
 a) Esto nos galhos das rvores.
 b) Objeto que reflete nossa imagem.
 c) Terra cercada de gua.
 d) Inseto que produz mel. 
 e) Feminino de homem.
 f) Objeto usado para costurar roupa.
 g) Ms depois de junho.
 h) Temos dois deles no rosto.
<R->

<71>
Vamos produzir

  Vamos fazer uma experincia? Leia com ateno todos os passos para realiz-la.
<P>
 gua salgada 

  A gua dos mares e oceanos  salgada. Voc pode sentir o sabor de sal ao engolir um pouco de gua quando toma banho de mar.

  Voc vai precisar de:
<R+>
 uma jarra com gua
 uma colher
 sal
<R->

 O que fazer:
  1. Coloque um pouco de sal na gua. Voc pode ver o sal enquanto ele mergulha na gua?
  2. Mexa a gua com a colher. Ainda pode ver a mesma quantidade de sal?
  3. V adicionando mais sal, mexendo a gua cada vez que colocar um pouco mais. Ele desaparece todas as vezes?
<R+>
 Mergulhe o dedo na gua e d uma lambida nele. Ele est salgado?
 Derrame um pouco dessa gua em um pires e deixe-o, por uma semana, no peitoril de uma janela que receba sol. O que acontece com a gua?
 Esfregue um dedo no pires e coloque-o na boca. O que aconteceu com o sal?
<R->

<R+>
 (Bonita Searle-Barnes, *gua* -- experincias divertidas. So Paulo, Paulinas, 1999.)
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<72>
  Depois que voc cumpriu todas as etapas da experincia, escreva o que observou com todos os detalhes apresentados no roteiro de perguntas.
  Em classe, voc vai comparar seus resultados com os de seus colegas.
<P>
Sugestes de leitura

  1. *Escamudinha, a sereia*, Lcia Pimentel Ges, Ed. Santurio.
  2. *Os incrveis seres fantsticos*, Samir Meserani, FTD.
  3. *Aventuras de uma gota d'gua*, Samuel Murgel Branco, Moderna.
  4. *gua* -- experincias divertidas, Bonita Searle-Barnes, Paulinas.

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

<73>
<P>
Unidade 5

Um pouco do nosso Folclore

Conte a Seus Colegas

<R+>
 Voc sabe o significado da palavra folclore?
 Quais personagens fazem parte de nosso folclore?
 Leia as frases a seguir o mais rpido que puder:
     O padre Pedro partiu a pedra no prato de prata.
     A pedra partiu o prato de prata do padre Pedro.
 Frases como essas, de difcil pronncia, so chamadas trava-lnguas. Voc conhece outros? Conte para seus colegas.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<74>
<P>
O Saci

  Gente da cidade grande, acostumada com luz eltrica, entregador de *pizza*, televiso, poluio, telefone celular, trnsito e computador, no entende nada de saci e s vai ver o saci no dia de So Nunca.
  Acontece que o saci  filho do mistrio, filho do vento que assobia, filho das sombras que formam figuras no escuro da floresta, filho do medo de assombrao. O saci  uma dessas coisas que ningum explica.
  Por exemplo.  muito fcil explicar uma casa. Ela tem tijolos, portas, paredes, janelas e serve para morar.  muito fcil tambm explicar um cachorro.  um animal mamfero, pertence  espcie canina, abana o rabo, s vezes morde, faz xixi no poste,  amigo das pulgas e serve para latir e tomar conta de casas e apartamentos.
  Agora, tente explicar o gosto. Por que tem gente que gosta de uma coisa e gente que gosta justo do contrrio?
<75>
  Experimente explicar a beleza ou explicar um sentimento ou as coincidncias que acontecem ou o gosto ou os sonhos, os acasos ou um pressentimento. Voc j teve um pressentimento? J sentiu que uma coisa ia acontecer e, no fim, ela aconteceu mesmo? Pois bem, agora tente explicar!
  s vezes a gente est calmamente em casa com uma coisa na mo. O telefone toca. A gente atende. Bate um papo. Quando desliga, cad a coisa que a gente estava segurando? Sumiu! A gente no consegue acreditar. A coisa estava aqui agorinha mesmo! A gente procura em todo canto, xinga, reclama, arranca os cabelos, vira a casa de cabea pra baixo e nada. De repente, olha pro lado... no  possvel! A coisa estava ali o tempo todo, bem na cara da gente!
  Numa casa de caboclo, quando isso acontece, as pessoas dizem que foi obra do saci. Dizem que o saci tem mania de esconder as coisas e depois fica escondido, dando risada, enquanto a gente faz papel de bobo. 
<76>
  O saci  um ser misterioso habitante do mato. Sua aparncia  a de um negrinho pequeno e risonho, de uma perna s, com um capuz vermelho enterrado na cabea, sem plos no corpo, nem rgos para fazer xixi e coc. Costuma ter trs dedos nas mos, que so furadas, e, quando quer, solta um assobio misterioso e fica invisvel. Alm disso, vive com o joelho machucado e sabe comandar os mosquitos, pernilongos e pulgas que vivem atazanando a vida da gente. Tem outra coisa: o malandrinho aprecia fumar cachimbo e consegue soltar fumaa pelos olhos! Quando est de bom humor, pode ajudar as pessoas a encontrar objetos perdidos. Em compensao, adora pregar as piores peas nos outros: faz os viajantes errarem seu caminho, esconde dinheiro e coisas de estimao, faz vasos, pratos e copos carem sem motivo e quebrarem, gosta de judiar dos bichos e  especialista em fazer comida gostosa dar dor de barriga. De vez em quando, o saci sai girando em volta de si mesmo, feito um pio maluco, e gira tanto, tanto, tanto que at levanta as folhas secas e a poeira do cho. Alis, muitos afirmam que  s por isso que existem os rodamoinhos.
<77>
  O saci tem vrios nomes, dependendo da regio onde aparece: pode ser saci-cerer, saci-perer, saci-saura, saci-sarer, saci-siriri, saci-taperer ou saci-trique. s vezes  chamado de Matitaper, Matintapereira ou Sem-fim, que, na verdade, so nomes de pssaros.  que em certos lugares, dizem, o danado, quando perseguido, d risada, vira passarinho e desaparece deixando todo mundo de queixo cado.
  O saci pode ser perigoso. s vezes chama as criancinhas, canta, dana, inventa lindas histrias e acaba fazendo as infelizes se perderem na floresta. Pode tambm fazer um caador entrar no mato e nunca mais voltar.
  Para dominar o saci s tem um jeito: primeiro, pegar uma peneira. Segundo, esperar um rodamoinho dos fortes. Terceiro, atirar a peneira bem em cima do p-de-
 -vento. Quarto, agarrar o saci que aparecer preso na peneira. Quinto, arrancar seu capuz e, sexto, prender o espertinho dentro de uma garrafa. Sem aquele gorro vermelho o saci fica apavorado, ameaa, geme, choraminga, fala palavro, implora e acaba fazendo tudo o que a gente quer.
  Pode at ser bom morar na cidade, mas como seria gostoso, um dia, assim, de repente, encontrar um saci de verdade fazendo baguna, fumando cachimbo, soltando 
<P>
fumaa pelos olhos, virando passarinho e sumindo no espao!

<R+>
(Ricardo Azevedo. *Armazm do folclore*. So Paulo, tica, 2000. p. 18 a 20.)
<R->

  *Ricardo Azevedo* dedica-se quase exclusivamente a escrever e ilustrar livro de literatura para crianas, tais como *O peixe que podia cantar, O leo Adamastor, Eu invento no vento, Ele nada no nada* e outros.

<78>
Estudo do texto

<R+>
 1. Segundo o texto, gente da cidade grande no entende nada de saci. Voc concorda com isso? Por qu? 
 2. O autor diz que o saci  uma coisa que ningum explica, que  mais fcil explicar uma casa ou um cachorro. Por qu?
 3. A quem o autor se refere quando fala no caboclo?
 4. Identifique no texto a parte referente s caractersticas fsicas do saci.
 5. Quais so os nomes que o saci recebe conforme a regio onde aparece? 
 6. Na regio onde voc mora, como o saci  conhecido?
 7. Por que, em alguns lugares, ele recebe nome de pssaros?

 8. Identifique as frases que mostram o jeito de ser e de agir do saci, escrevendo-as no caderno.
 a) Tem mania de esconder as coisas.
 b) Gosta de ver as pessoas fazendo papel de bobas.
 c)  mal-humorado.
 d) Fuma cachimbo.
 e)  brincalho.
 f) Protege os bichos.
 g) Faz as pessoas errarem seu caminho.
 h) Auxilia os caadores a se localizarem nas florestas.
 i) Gosta de judiar dos bichos.
 j) Tem bom humor.
 l) Esconde dinheiro e coisas de estimao.
 
 9. Em sua opinio, qual foi a inteno do autor ao escrever este texto?
 10. Releia o penltimo pargrafo e desenhe, no caderno, as etapas de como pegar um saci.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<79>
Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Copie este trecho no caderno:
<R->

  "O saci tem vrios nomes, dependendo da regio onde aparece: pode ser saci-cerer, saci-perer, saci-saura, saci-sarer, saci-siriri, saci-taperer ou saci-trique."

<R+>
 a) Pinte as palavras que esto depois dos dois pontos at o ponto final. O que sobrou da frase? 
 b) Por que voc acha que esse sinal foi utilizado?
 c) Crie uma frase em que o mesmo acontea.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 2. Leia a carta:

So Paulo, 22 de agosto de 
  2000.

Mariana

  Estou com muitas saudades de voc. No vejo a hora de o ano acabar para estarmos juntos na chcara da vov. Eu adoro passar as minhas frias por l. S de pensar nas comidinhas gostosas da vov d gua na boca: p-de-moleque, quindim, arroz-doce, bolinho de chuva. Ai que saudades...
  Antes que eu me esquea, o meu endereo mudou. Anote em um lugar seguro para no perd-lo:

 Rua dos Pintassilgos, 300
 Moema -- So Paulo/SP
 CEP 04514-031
 Um beijo,
 Mauro

<80>
<R+>
 a) Em que parte do texto a vrgula foi utilizada da mesma forma que na atividade 1?
 b) Observe a colocao da data na carta. Como foi utilizada a vrgula?
 c) Observe tambm o endereo. O que voc notou quanto ao uso da vrgula?
 d) Copie no caderno a resposta de Mariana para a carta de Mauro, colocando as vrgulas que estiverem faltando.
<R->
<P>
Ribeiro Preto 2 de setembro 
  de 2000.

Priminho querido

  Como voc  guloso! S pensou nos docinhos da vov. Eu sou diferente no vejo a hora de ouvir as histrias que ela conta pra gente: aquelas de aventura de terror de amor de fadas de animais que falam. E as nossas brincadeiras? Pega-pega cabra-cega duro ou mole passa-anel esconde-esconde... Sabe quem mudou de endereo tambm?
  A Flvia. Anote direitinho:
 Rua Dom Pedro 100
 Ribeiro Preto/SP
 CEP 14080-380
 Beijinhos
 Mariana

<81>
Vamos produzir

  Depois de ler o texto sobre o saci, voc deve ter imaginado muitas traquinagens que ele  capaz de fazer. Voc poder escolher entre duas opes de proposta de produo:

<R+>
 Escreva uma histria que voc conhea sobre o saci. No se esquea de colocar detalhes, deixando-a emocionante!
 Invente uma histria sobre o saci. Imagine o que poderia acontecer com essa personagem por perto.
<R->
  Para finalizar, corrija o que for necessrio. Em seguida, leia o seu texto para os colegas. Escolham a melhor histria e faam uma dramatizao na classe. (No deixem de ensaiar antes da apresentao.)

Nunca se esquea

<R+>
 Caracterizou personagens?
 Caracterizou o lugar onde acontece a histria?
 Colocou elementos para deixar a histria mais emocionante?
 A letra est legvel?
 H alguma palavra escrita incorretamente?
<R->

Dilogo entre textos

<R+>
 Voc j ouviu falar sobre a caipora?
 Conte o que sabe sobre ela.
 Observe a forma do texto e depois diga que tipo de texto  esse.
<R->

<R+>
Caipora

 Dentro da mata
 ela mora, adora
 a mata para mor
 pra ver a Caipora basta assobi

<82>
 E quando ela aparece
 parece que 
 pra ficar
 quando menos se espera vai embora
 
 E se adivinh
 o que ela pergunt
<P>
 ela deixa saudade em qualquer 
  lugar
 
 Caipora
 no vai embora 
 Caipora viola chora
  Caipora
 sempre tem uma histria pra se contar

 Ama a fauna e a flora
 as cachoeiras, os matag
 e se a viola chora
 ela quer cant

 E quando a gente implora
 sente saudade pr'ela volt
 ela aparece agora
 basta assobi.

 Autores: Luiz Macedo e Fernando Salm. Intrpretes: Pena Branca e Xavantinho Castelo R-Tim-Bum, 1995 Copyright (C) 1995 -- Fundao Padre Anchieta. Centro Paulista de Rdio e TV Educativas.
<R->

<83>
<R+>
 1. E agora, voc sabe que tipo de texto  esse?
 2. Cada conjunto de versos chama-se *estrofe*. Quantas estrofes h no texto?
 3. Encontre as palavras que rimam.
 4. Encontre, no texto, palavras que no seguem a norma culta da lngua, como "mor". Depois, responda: Em sua opinio, por que elas foram escritas desse jeito?
 5. Escreva o que significa a expresso "viola chora".
 6. O que voc diria sobre a Caipora, se voc fosse apresent-la a algum? Retire as informaes do poema.
 7. O que significa amar a fauna e a flora?
 8. Que tipo de msica mais se ouve no lugar onde voc mora?
 9. Qual tipo de msica voc mais gosta de ouvir? 
<R->
<P>
Um pouco de gramtica

<R+> 
 1. Escreva o nome dos desenhos a seguir em seu caderno.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 2. Observe as palavras da atividade anterior. Qual  o som que repete em todas elas?
 a) Separe-as em dois grupos, observando a letra que representa o som presente em todas elas.
 b) O que voc observou para fazer a diviso?

<84>
 3. Copie as palavras, completando-as com *s* (som de *z*) ou *z*. Se tiver dvida, consulte o dicionrio.
 blu'''a
 redonde'''a
 de'''oito
 espo'''a
 bri'''a
 lou'''a
 grande'''a
 fa'''enda
 ca'''amento
 go'''ador
 de'''ejo
 re'''ar
 nature'''a
 televi'''o
 precio'''a
 ca'''a
 
 4. Retire da rvore _`[{do livro em tinta_`] palavras escritas com *s* mas com som de *z* e escreva-as no caderno.
 vaso -- salsicha -- penso --
  Brasil -- cansado -- versos --
  casebre -- misria --
  pensamento -- tesouro --
  sorvete -- pesadelo --
  teimoso -- consolo -- visita 
<R->

  As palavras que no possuem *s* na ltima slaba devem ser escritas com *z* no diminutivo:
 amor -- amorzinho
 beleza -- belezinha
<R+>
 5. Reescreva as palavras no diminutivo:
 a) nariz 
 b) casa 
 c) blusa 
 d) beleza 
 e) vaso 
 f) medroso 
 g) dor 
 h) calor 
 i) anel 
 j) p 
 l) porto
 m) rosa 

 6. Quais palavras no diminutivo da atividade 5 esto escritas com *z*? Quais esto escritas com *s*? Junto com seu professor e colegas, respondam por qu.

<85>
<P>
 7. Leia as palavras do quadro:

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::
l  ms -- talvez -- tnis --   _
l  atriz -- pas -- nibus --  _
l  veloz -- luz -- lpis --    _
l  capuz                       _
h::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

 a) O que h em comum entre elas?
 b) Faa um quadro como este _`[{do livro em tinta_`] no caderno e escreva as palavras na coluna adequada, seguindo o que j foi iniciado.
<R->

<F->
palavras com *s*  palavras com *z* 
  no final          no final
::::::::::::::::  ::::::::::::::: 
ms, '''''        talvez, ''''' 
<F+>

<R+>
8. Copie as palavras completando-as com *s* ou *z*:
 a) rapa'''
 b) atr'''
 c) arro'''
 d) chafari'''
 e) aprendi'''
 f) g'''
 g) pire'''
 h) fregu'''
 i) cicatri'''
 j) tr'''
 l) rapide'''
 m) fero'''

 9. Observe o exemplo e continue no caderno. Consulte o dicionrio.
 Quem  rpido tem *rapidez*.
 a) O que  macio tem '''''
 b) Quem  plido tem '''''
 c) Quem  estpido tem '''''
 d) Quem  rgido tem '''''
<R->

Vamos produzir 

  J sabemos, pela letra da msica, que a Caipora ama as matas e os animais. Procure outras informaes sobre ela, como sua forma fsica, seu lugar de origem e como  conhecida nas diferentes regies.
  Redija um texto e, depois, passe-o a limpo em uma folha separada e ilustre-o.
  Combine com o(a) professor(a) uma exposio dos trabalhos.

<86>
Dilogo entre textos

<R+>
 Voc acha possvel um sapo ter medo de gua? 
 O que voc pensaria dele se encontrasse um?
 Observando a ocupao do espao e os sinais de pontuao presentes, que tipo de texto  o que vem a seguir? 
<R->

Sapo com medo d'gua
  conto de esperteza

  Dois homens, fugidos da priso, pararam na beira da lagoa para matar a sede e descansar um pouco.
  Um sapo dormia debaixo da samambaia.
  Os bandidos agarraram o sapo. 
  -- Olha que desengonado! -- disse um deles, apertando o bicho entre os dedos. 
  --  feio que di! -- completou o outro, com cara de nojo. 
  E os dois resolveram fazer maldade. 
  -- Vamos jogar no formigueiro? 
  Ouvindo isso, o sapo estremeceu. Por dentro. Por fora, abriu um sorriso indiferente.
<87>
  -- Que nada -- respondeu o outro, percebendo que o sapo no estava nem ligando. -- Pega a faca. Vamos picar ele todinho.
  O sapo, de olhos fechados, comeou a assobiar uma linda melodia.
  Os dois bandidos queriam dar um jeito de fazer o sapo sofrer.
  -- Sobe na rvore e atira ele l do alto.
  -- Pega um fsforo e acende uma fogueira. Vamos fazer churrasco de sapo! O sapo espreguiava-se tranqilo entre os dedos do homem.
  Um dos bandidos teve outra idia.
  -- J sei! Vamos afogar o desgraado na lagoa!
  Foi quando o sapo deu um pulo desesperado e comeou a gritar: 
  -- Tudo menos isso!
  Os malfeitores, agora sim, tinham chegado onde queriam.
  -- Vai pra gua, sim senhor! 
  -- No sei nadar! -- berrava o sapo.
<88>
  -- Ento, vai morrer engasgado!
  O bicho esperneava:
  -- Socorro!
  -- Vai sufocar de tanto engolir gua!
  -- No!
  -- Vai virar comida de jacar!
  -- Tenho mulher e filhos pra cuidar!
  -- Joga bem longe! 
  -- Me acudam!
  -- L vai!
  O homem atirou o sapo no fundo da lagoa.
  O sol estava redondo.
  O sapo -- ploft -- desapareceu no azul bonito das guas.
  Depois voltou risonho, mostrou a lngua e foi embora nadando e cantando e danando e requebrando n'gua, feliz da vida.

<R+>
(Ricardo Azevedo. *Meu livro de folclore*. So Paulo, tica, 1997. p. 5 a 8.)
<R->

<R+>
 1. Em sua opinio o sapo foi corajoso, covarde, esperto ou ingnuo? Por qu?
 2. Onde aconteceram os fatos?
 3. Como voc imagina as outras duas personagens da histria?
 4. Se os dois homens fugidos da priso continuassem simplesmente bebendo gua e o sapo dormindo, o que voc acharia dessa histria?
<89>
 5. Qual  o primeiro fato inesperado na histria?
 
 6. Releia o trecho:
<R->
  
  "-- Vamos jogar no formigueiro?
  Ouvindo isso, o sapo estremeceu. *Por dentro. Por fora*, abriu um sorriso indiferente."

<R+>
 a) O que querem dizer as expresses em destaque?
 b) Qual  o significado da palavra *indiferente*? 
 c) No caderno, escreva uma frase utilizando essa palavra.

 7. Identifique no texto as ameaas feitas pelos bandidos ao sapo.
 8. Como o sapo reagiu e por que reagiu assim?
 9. Qual foi a ameaa que fez com que o sapo tivesse uma mudana de reao?
 10. Que justificativa o sapo deu para que os bandidos no cumprissem o prometido?
 11. Por que o sapo fez isso? 
 12. O que voc achou da atitude do sapo no final da histria?
 13. Como voc acha que os bandidos se sentiram?
<R->
<P>
Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Criamos frases quando organizamos as palavras de modo que todos entendam o que queremos dizer. Observe, a seguir, vrios conjuntos de palavras e identifique aqueles que podem ser considerados frases.
 a) Um sapo dormia embaixo da samambaia.
 b) Ele  feio que di!
 c) Formigueiro ele sim.
 d) E os dois resolveram fazer maldade. 
 e) Entre o cada. 
 f) Sorriso ali gosta.
 g) "(...) pararam na beira da lagoa."

<90>
 2. Observe:
 _`[{dois quadrinhos, descritos a seguir_`]
<R->

  Quadrinho 1: duas meninas andando prximo a um lago; uma delas fala:
  -- Um saaapo!
  A outra pergunta:
  -- Voc tem medo de sapo?
  Quadrinho 2: a menina, assustada, responde:
  -- Ele me assusta um pouco.

<R+>
 a) Veja a pontuao das frases acima. Qual pode ser considerada *interrogativa*? Por qu?
 b) Qual pode ser considerada *exclamativa*? Por qu?
 c) Qual pode ser considerada *afirmativa*? Por qu?
 d) Crie frases exclamativas indicando *surpresa, admirao* e *medo*, e escreva-as no caderno. Depois, ilustre-as.

 3. Procure no texto exemplos de frases:
 a) afirmativa 
 b) interrogativa 
 c) exclamativa

 4. A frase negativa  aquela que nega alguma coisa. O que  necessrio fazer para que a frase afirmativa a seguir se transforme em negativa? Escreva-a no caderno.
     "O homem atirou o sapo no fundo da lagoa."
<91>
 
 5. Observe as imagens:
 _`[{cinco quadrinhos, descritos a seguir_`]
<R->

  Quadrinho 1: duas meninas admirando uma lagoa em um dia ensolarado.
  Quadrinho 2: as duas saem correndo para se refrescar na lagoa.
  Quadrinho 3: de repente, as duas se assustam ao ver um sapo na beira da lagoa.
  Quadrinho 4: as duas saem correndo.
  Quadrinho 5: uma das meninas acorda e percebe que estava sonhando.

  Agora, reescreva no caderno as "falas" das personagens de acordo com a seqncia das cenas da histria, colocando a pontuao que falta:
<R+>
 a) Quem chegar por ltimo vai ter que beijar o sapo.
 b) Manh!!!
 c) Ai, que calor
 d) Ainda bem que foi s um sonho. E se o sapo fosse um prncipe
 e) Ele est atrs da gente
 f) Olhe l  uma lagoa Que bonita
 g) Vamos nadar
 h) Um sapo! Socorrooo!!!
 i) Ser que no tem nenhum bichinho estranho
 j) Vamos sair correndo
<R->

<92>
Vamos produzir

  Procure, em livros sobre folclore, em casa, na biblioteca, na Internet, histrias, parlendas, personagens, letras de msica, trava-lnguas, receitas culinrias, enfim, tudo o que possa ser considerado manifestao do povo, e faa um painel de exposies.
  Brinque de recitar parlendas, faa competio com trava-lnguas, brinque de roda cantando msicas, leve receitas para casa e desenhe personagens. Combine com o(a) professor(a) o melhor dia para a atividade.
  No final, escreva o que achou dos trabalhos, contando sobre o que mais gostou de fazer, por que gostou e o que faltou fazer.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

Sugestes de leitura

  1. *Armazm do folclore*, Ricardo Azevedo, tica.
  2. *Meu livro de folclore*, Ricardo Azevedo, tica.
  3. *Amigos do folclore brasileiro*, Jonas Ribeiro, Ave-Maria.
<P>
  4. *Contos tradicionais do Brasil* (folclore), Luiz Cmara Cascudo, Ediouro (Coleo Terra Brasilis).
  5. *Lendas e causos da caipora*, Flvio de Souza, Companhia das Letrinhas.

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

<93>
<P>
Unidade 6

Histrias que o Povo Conta

Conte a Seus Colegas

<R+>
 Voc sabe o que  uma lenda? Se no souber, procure no dicionrio e diga o que entendeu.
 Voc j pensou em tentar descobrir o porqu de algumas coisas existirem, como, por exemplo, os animais, a noite, o dia?
 Existe alguma lenda famosa no lugar onde voc mora? Conte-a para a turma.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<94>
A Origem das Estrelas

  Os ndios bororos de Mato Grosso explicam a origem das estrelas da seguinte maneira: H muito tempo, as mulheres de uma tribo saram  procura de milho e levaram, em sua companhia, um menino. Acharam grande quantidade de espigas maduras. Debulharam, ento, as espigas e socaram o milho, com o fim de fazer po e bolo para os homens que tinham ido  caa. 
  O menino conseguiu subtrair uma poro de milho em gros e, para esconder o furto, encheu umas taquaras que havia preparado para isso. Voltando  sua cabana, entregou o milho  av, dizendo: -- Nossas mes esto, na mata, fazendo po de milho. Faz um para mim, pois desejo com-lo com meus amigos.
  A av satisfez o neto. Quando o po ficou pronto, ele e seus amigos o comeram. Depois, para no serem denunciados, amarraram os braos e prenderam a lngua da velha. Em seguida, cortaram a lngua do papagaio da casa e puseram em liberdade todos os pssaros criados na aldeia.
<95>
  Temendo a ira de seus pais, os meninos resolveram fugir para o cu. Dirigiram-se para a floresta e chamaram o colibri. Colocaram no bico do passarinho uma corda muito comprida, dizendo-lhe:
  -- Pega esta corda e amarra a ponta neste cip. A outra extremidade prenders l em cima, no cu. O colibri fez o que lhe foi pedido. Ento, os meninos, um aps outro, foram subindo, primeiro pelo cip e, depois, pela corda que o pssaro tinha amarrado na ponta do cip.
  Nesse momento, as mes voltaram e, no achando os filhos, perguntaram pelos mesmos  velha e ao papagaio. No obtiveram, porm, nenhuma resposta.
Nisto, uma das mes viu uma corda que chegava at as nuvens, e nela pendurada uma longa fila de meninos, que subia para o cu.
  Ela avisou logo s outras mulheres, e todas correram para a mata. Imploraram, chorando, aos filhos para que voltassem para casa, mas no foram atendidas. Os meninos continuaram a subir. Ento, as mulheres, vendo que seus rogos eram inteis, comearam tambm a subir pelo cip e, em seguida, pela corda.
<96>
  O menino que tinha roubado o milho era o ltimo da fila e foi, portanto, o ltimo a chegar ao cu. Quando viu todas as mes agarradas  corda, cortou esta. As mulheres caram umas sobre as outras e, ao atingirem a terra, transformaram-se em animais selvagens.
  Como castigo pela sua monstruosa malvadeza, os meninos foram condenados a olhar, todas as noites, fixamente, para a terra, para ver o que aconteceu a suas mes.
  Seus olhos so as estrelas.

<R+>
(Theobaldo Miranda Santos. *Lendas e mitos do Brasil*. So Paulo, Companhia Editora Nacional, 1987. p. 138-9.)
<R->
<P>
Estudo do texto

<R+>
 1. Leia o texto e escreva no caderno todas as palavras desconhecidas. Tente descobrir os significados pelo prprio texto. Caso no consiga, procure no dicionrio.
 2. Em sua opinio, para que essa histria foi criada?
 3. As lendas revelam o pensamento e o comportamento de determinado povo. Encontre informaes no texto que comprovem de qual povo  essa histria.
 4. Pela histria, podemos perceber algumas responsabilidades dos homens e das mulheres daquela tribo. Escreva-as no caderno.
<97>
 5. O incio da histria  marcado pela expresso "H muito tempo...". Com relao ao tempo, o que ela significa?
 6. Qual o primeiro acontecimento na histria que a torna mais emocionante?

 7. Depois da primeira maldade feita pelo menino, outras aconteceram at que ele e seus amigos resolveram fugir para o cu.
 a) Quais foram as outras maldades?
 b) Por que eles fizeram essas maldades?
 
 8. O que voc achou do comportamento do menino e seus amigos?
 9. Se estivesse no lugar dos meninos, voc teria medo de seus pais? Por qu?
 10. Por que os meninos foram transformados em estrelas?
<R->

Um pouco de gramtica

<R+>
 1. As mes dos indiozinhos precisam acertar qual  a corda para chegar at eles. Ajude-as, observando o som da letra *x*.
 _`[{dois caminhos, feitos com cordas, que podem levar as ndias aos indiozinhos. Descrio a seguir_`]
<R->

  Caminho 1: explicao, sexta, expresso, exclamao e exploso.
  Caminho 2: exame, xarope, xale, xampu, txi, extraordinrio, bexiga, extra, exclusivo e executivo.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

  O que voc observou para descobrir a corda certa?

<98>
<R+>
 2. Copie as frases, completando-as com palavras com *x* (som de *s*), do quadro a seguir.

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::
l   sexta -- exploso --     _
l   texto -- expulsou --     _
l   exportao -- explicam   _
h::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<R+>
 a) As lendas ''''' coisas da realidade de uma forma mgica.
 b) Ouviu-se por todo o bairro o barulho da '''''
 c) O juiz ''''' o jogador do campo. 
 d) Toda '''''-feira vamos  feira.
 e) Li o ''''' desta unidade e gostei muito.
 f) O Brasil faz ''''' de caf.
 
 3. Copie as palavras, completando-as com *s* ou *x*. Se necessrio, consulte o dicionrio:
 a) e'''terno
 b) e'''queleto
 c) e'''posio
 d) e'''trela
 e) e'''terior
 f) e'''tranho
 g) e'''presso
 h) te'''te
 i) e'''tenso
 j) e'''petculo
 l) e'''ternato
 m) e'''perto
<P>
 4. Procure em revistas e jornais palavras com *x* (som de *s*). Depois de mostr-las para o professor, cole-as no caderno.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

Vamos produzir

  Faa de conta que voc  o indiozinho que roubou o milho da sua me. Releia a histria *A origem das estrelas* e reconte-a como se voc fosse o indiozinho. 
  Reescreva o texto, observando:
<R+>
 a expresso que introduz a histria;
 as razes que fizeram o menino pegar o milho sem autorizao;
 a conversa dele com a av;
 o medo que sentiu ao imaginar os pais sabendo da histria;
 o que sentiu quando viu as mes agarradas na corda;
 o final do texto.
<R->
  Depois de terminado o texto, faa ilustraes e leia-o para os seus colegas.

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  pea orientao ao professor  y
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<F+>

<99>
Dilogo entre textos

<R+>
 Voc j ouviu falar do uirapuru? Caso j tenha ouvido falar, conte para seus colegas o que sabe.
 Voc acredita em objetos ou coisas que do sorte s pessoas?
 O que d sorte para voc?
<R->

O Pssaro da Sorte

  Trata-se do uirapuru, pssaro encantado da sorte e que tem como moradia as ricas florestas da Amaznia.
  A histria  um pouco triste. Mas o canto dessa ave  to plangente e mavioso que vale a pena contar.
  Comea com um ndio tocando flauta na selva. E as ndias jovens ouviam-no. Da para procurar ver quem era o guapo ndio que a tocava -- foi um s passo. O segundo passo foi encontrar o msico e cair para trs com uma bruta decepo. Elas, tolinhas, achavam que coisa bonita s pode vir de gente bonita. E caprichosas, malcriadas, empurraram o ndio feio para fora da clareira. Humilhado, ele ento fugiu.
<100>
  Na mesma hora as ndias ouviram uma outra flauta tocada com delicadeza e doura. E pensaram com esperana que talvez o tocador dessa nova flauta fosse um ndio bonito. Seguiram pelas sendas da floresta, guiadas pelo cntico que cada vez parecia mais prximo. E no  que depararam, no com um ndio, mas com um passarinho pousado num galho de rvore frondosa? Era o pssaro uirapuru. Uma das ndias, a mais formosa e esguia, era tambm a melhor caadora. E, como as outras, quis ferir o pssaro para que ele no fugisse e s cantasse para ela. Com arco e flecha, preparou-se. E,  claro, a ave caiu do galho. 
  Agora vem uma surpresa, tanto para as ndias como para ns: uma vez por terra, o pssaro transformou-se num rapaz belssimo.
  Este ndio, com um sorriso manso, dirigiu-se para a sua caadora, enquanto todas as outras ndias rezavam pela sua ateno e amor.
  Estava tudo bem. Mas a primeira flauta comeou a soar novamente: era a do ndio feio.
  As moas sabiam que ele queria se vingar dos maus-tratos e procuraram rodear o ndio bonito para escond-lo. Mas o ndio feio mandou rpido sua flecha, em direo do peito varonil do rival, s para assust-lo. E no  que aconteceu um encantamento milagroso? Aconteceu, sim: o rapaz bonito se transformou num pssaro invisvel, mas presente pelo seu canto. E as ndias passaram, mesmo sem ver, a ouvir o trinado feliz.
  Como  que se espalhou que o uirapuru d sorte? Ah, isso no sei, mas que d, d!

<R+>
(Clarice Lispector. *Como nasceram as estrelas* -- doze lendas brasileiras. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1987. 
  p. 14-5.)
<R->

<101>
<R+>
 1. Na histria anterior, pudemos observar o comportamento do ndio em relao  alimentao. Nesta histria, o que podemos observar em relao quilo que o ndio gosta e faz?
 2. A autora, no segundo pargrafo, disse que essa "histria  um pouco triste". Voc concorda com ela? Por qu?
 3. Escreva com suas palavras, observando o sentido no texto, as palavras e expresses em destaque:
 a) "Mas o canto dessa ave  to *plangente* e *mavioso* que vale a pena contar."
 b) "Da para procurar ver quem era o *guapo* ndio que a tocava (...)"
 c) "Seguiram pelas *sendas* da floresta, (...)"
 d) "(...), em direo do peito *varonil* do rival, (...)"
 e) "E as ndias passaram, mesmo sem ver, a ouvir o *trinado* feliz."

 4. As *lendas* so textos transmitidos oralmente de pai para filho, de adulto para criana. Quando escrevemos, utilizamos um jeito diferente de quando falamos.
 a) Voc observou alguma parte do texto mais parecida com o modo como falamos do que com o modo como escrevemos? Encontre uma dessas partes
 b) Por que voc acha que a autora escreveu desse jeito?
<P>
 5. Releia o trecho:
<R->

  "Elas, tolinhas, achavam que coisa bonita s pode vir de gente bonita. E caprichosas, malcriadas, empurraram o ndio feio para fora da clareira. Humilhado, ele ento fugiu."

<R+>
 a) Como a autora caracterizou as ndias?
 b) Voc acha que a autora concorda com o comportamento das ndias? O que voc observou para responder?
 c) Qual  a sua opinio sobre as ndias?
 d) As caractersticas apontadas pela autora podem ser consideradas fsicas? Por qu?
 
 6. O que voc achou da atitude do ndio feio quando acertou o ndio bonito com sua flecha?
 7. Quais acontecimentos podem ser considerados fantsticos nessa histria?
<R->

<102>
Um pouco de gramtica

Leia o texto:

<R+>
 A chcara do Chico Bolacha

 Na chcara do Chico Bolacha
 O que se procura
 nunca se acha!

 Quando chove muito, 
 O Chico brinca de barco,
 porque a chcara vira charco.
 
 Quando no chove nada,
 Chico trabalha com a enxada
 e logo se machuca
 e fica de mo inchada. 

 Por isso, com o Chico Bolacha,
 o que se procura
 nunca se acha.

 Dizem que a chcara do Chico
 s tem mesmo chuchu
 e um cachorrinho coxo
 que se chama Caxambu.

 
 Outras coisas, ningum procura,
 porque no acha.
 Coitado do Chico Bolacha!

(Ceclia Meireles. *Ou isto ou aquilo*. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1990, p. 66.)
<R->

<103>
<R+>
 1. Copie no caderno todas as palavras com *x* e *ch*.
 2. O que h em comum entre elas?

 3. Adivinhe e escreva no caderno. As respostas so palavras com *x* e *ch*.
 a) Um tipo de dor de cabea.
 b) Sinnimo de ver.
 c) Que no est molhado.
 d) Conjunto de roupas de quem se casa. 
 e) gua da chuva que, s vezes, invade as casas. 
 f) Instrumento usado para remover a terra. 
 g) Tornar cheio. 
 h) O mesmo que inundao. 

 4. Observe todas as palavras da atividade anterior e escreva o que d para concluir sobre o uso do *x* e do *ch*. 

 5. No caderno, escreva palavras da mesma famlia de:
 a) peixada
 b) mexido 
 c) encaixotar
 d) enfaixar
 e) chaveiro
 f) fichrio

 6. Copie as frases, completando as palavras com *x* ou *ch*: 
 a) A bo'''e'''a do Alex ficou dolorida de tanto en'''er be'''iga. 
 b) Precisei pe'''in'''ar no preo da salsi'''a e do '''u'''u.
 c) Resolvi dei'''ar o '''apu e o '''inelo dentro da mo'''ila. 
 d) Se voc no tomar o '''arope sua me vai '''ingar e pu'''ar sua orelha.
 e) Deite no beli'''e e procure rela'''ar; vou lhe preparar um ''' bem quentinho.
 f) A li'''eira em forma de cai'''a est perto do muro.
 g) Dia de '''uva, co'''i'''o de bru'''a, ningum ousa se me'''er.
 h) Detesto abaca'''i!  muito cido, s vezes azedo. 

 7. Procure em jornais e revistas palavras com *x* e *ch* com o mesmo som. Depois escreva frases com elas no caderno.
<R->

<F->
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  pea orientao ao professor  y
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<F+>

<104>
Vamos produzir 

  Vocs devero trazer de casa, ou procurar na biblioteca, outras lendas. Sozinhos ou em dupla (o professor definir o critrio), escolham uma lenda que os agrade.
  Releiam a lenda vrias vezes. Depois, preparem uma apresentao oral para a turma. 
  Para a apresentao, ateno a alguns detalhes:
<R+>
 altura da voz (nem muito alta, nem muito baixa);
 clareza da histria (todos devem entender o que voc est apresentando);
 postura adequada;
 expressividade ao recontar a histria.
<R->  
  Depois de feita a apresentao, escolham aquelas mais interessantes e contem para colegas de outras sries. Combinem com o professor.

Dilogo entre textos 

<R+>
 Voc j viu uma vitria-rgia?
 O que voc sabe sobre ela?
<R->

Lenda da Vitria-Rgia

  Uma enorme folha boiava nas guas do grande lago. Era to grande, que o curumim que a contemplava quis fazer dela um barco.
  Ele era miudinho, nascera antes do tempo em uma noite de temporal. Assim que um raio cortou o cu, ele chorou pela primeira vez, e uma grande seringueira partiu-se. O cacique, pai do curumim, guardou a seringueira dilacerada para o filho. Afirmava sempre que, quando o curumim estivesse maior, faria da madeira a sua ub para enfrentar os grandes rios.
<105>
  O curumim muito cedo mostrou-se corajoso. Enfrentava os perigos da selva amaznica, cortando cips e caando pequenas aves. Sonhava com o grande rio. Mas o cacique dizia ao filho que ele era muito menino, que s tinha sete anos. Teria de esperar um pouco mais.
  Observando aquelas folhas, os sonhos de navegar em uma delas aumentava. Com cuidado, pisou numa folha solta e mais prxima. Ela suportou bem o seu peso. Sentou-se devagar, equilibrando o corpo mido. As mos improvisaram os remos. E foi vagarosamente descendo o lago, que parecia muito amigo do curumim, que parecia proteg-lo. Por duas vezes, quase caiu, mas o corpo pequeno e magro equilibrou-se.
  De longe, avistou a me e outras ndias amamentando os filhos recm-nascidos  sombra de uma grande rvore. Ouviu as cantigas de ninar que falavam da lua, da me d'gua, do sol, das estrelas, dos frutos e flores e do grande rio.
  Como via sem ser visto e queria contar a aventura  me, remou at uma pequena enseada. Desceu da folha, correu para junto da me, muito feliz com a faanha feita.
  -- Me, j tenho um barco! J posso remar e pescar no grande rio?
  -- Voc no deveria ter feito isso, meu filho. Aquilo no  um barco:  uma folha do uap. Um dia, voc ter o seu barco, feito por suas prprias mos, com a madeira da sua seringueira tombada. Deixe em paz a Naia, escute o seu pai e a sua me, seu teimoso!
<106>
 -- Naia? Quem  Naia, me?
 -- Naia foi a mais famosa de todas as mulheres indgenas. Muito jovem, ela se apaixonou pela lua. Subia montanhas, querendo alcan-la. A lua movimentava-se no cu e Naia corria, corria, querendo acompanh-la. Quanto mais corria ou levantava o brao em cima das montanhas, mais alta ficava a lua, mais rapidamente se afastava. Uma noite, Naia ficou muito triste e desanimada. Sentou-se perto de um lago e chorou e chorou. Logo o lago brilhou intensamente. Era a lua ainda mais bela, refletida nele. Feliz, Naia achou que finalmente poderia apanhar a lua, to perto dela. Entrou no lago e afundou-se...
  -- E a, me? Por que voc est chorando?
  -- Ah! Meu curumim, eu sempre choro por Naia.
  -- Ela era sua conhecida, me? Era sua irm?...
  -- No, meu filho, isso foi h anos e anos... Soube da histria dela por minha av, que escutou da av dela.
  -- E o que tem Naia com o 
 uap?
  -- O uap no existia antes daquela noite. Foi Tup que, com pena de Naia, transformou-o na mais bela e maior flor das guas. Hoje  noite, observe como o uap vai abrir as suas ptalas como se abraasse a lua que vem refletir nas suas guas. Mas no use nunca as suas folhas como barco, pois o fundo do lago ser o seu destino tambm.
  -- Me, mas eu quero cortar as guas. Eu quero pescar na correnteza do grande rio.
<107>
  -- Sua hora h de chegar. Hoje mesmo, seu pai vai lhe entregar um machado. O tronco da seringueira  s seu, o machado tambm. Aos poucos, as suas mos faro a sua ub. E aos poucos voc aprender a navegar sem perigo. Deixe em paz o lago e a sua grande flor e aprenda que no se doma o rio sem que muitas luas e sis venham e desapaream.

<R+>
(Elias Jos, (*Re*)*Fabulando*: lendas, fbulas e contos brasileiros, So Paulo, 
  Paulus. v. II. p. 5 a 8.)
<R->

<R+>
 1. Releia o texto e copie no caderno as palavras desconhecidas. Em seguida, troque o caderno com um colega. Tente descobrir o significado das palavras que ele escreveu pelo sentido do texto. Com o colega, confiram os resultados utilizando o dicionrio e faam as correes necessrias.
 2. Esse texto pode ser dividido em duas partes, pois ele nos conta, na verdade, duas histrias. Em que parte podemos fazer essa diviso?
 3. Procure no dicionrio o significado de *vitria-rgia*, escrevendo-o no caderno.
 4. Como nas outras lendas desta unidade, de que povo e de que lugar  essa histria?
 5. Procure no texto um sinnimo para *vitria-rgia*.
 6. O que voc percebeu quanto ao comportamento das mes?
 7. Explique o que fez Naia pensar que estava muito prxima da lua.
 8. Em sua opinio, o que pode ser considerado fantstico nessa histria?

 9. Faa um quadro como este no caderno e escreva o que h de semelhante entre as trs lendas desta unidade quanto:
 _`[{quadro com trs colunas, conforme descrio a seguir_`]
 1a. coluna: ao tipo de tex-
  to: '''''
 2a. coluna: s personagens: '''''
 3a. coluna: aos fatos: ''''' 

 10. Depois de ler, ouvir e analisar essas histrias, escreva em seu caderno o que  uma lenda.
 11. De qual dessas trs lendas voc mais gostou? Por qu?
<R->

Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Observe a ilustrao e veja que todas as coisas possuem nomes.
     Escreva os nomes correspondentes s figuras de nmero 1, 2, 3 e 4.
<R->

<F->
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  pea orientao ao professor  y
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<F+>

<109>
<R+>
 2. Alm desses nomes da atividade anterior, podemos dar nomes especiais que diferenciam os seres semelhantes:
 a) Que nome voc daria ao menino que est lendo o livro?
 b) Que nome voc daria ao livro?
 c) Qual  o nome da livraria?
 d) Qual  o nome da praa? 

 3. Todas as palavras nomeadas na atividade 2 so chamadas de *substantivos*. Pensando nisso, como voc definiria o que  um substantivo?

  Os substantivos podem ser:
<R+>
 comuns: referem-se a um ser qualquer; servem para nomear todos os seres da mesma espcie. So escritos com letra minscula.
Exemplos: menina, parque.
 prprios: referem-se a um ser em particular, especial. So escritos com letra maiscula. Exemplos: Lusa, Ibirapuera. 

 4. Depois de ler as explicaes, faa um quadro como este _`[{do livro em tinta_`] no caderno, escrevendo os substantivos das respostas das atividades 1 e 2 na coluna adequada:
<R->

<F->
substantivos  substantivos 
  prprios      comuns
::::::::::::  :::::::::::::
'''''         '''''
<F+>
<R+>
 5. Escreva, no caderno, os seguintes substantivos:
 a) O seu nome.
 b) O nome da cidade onde voc mora.
 c) O nome da escola onde voc estuda. 
 d) O nome de sua professora.
<R->

  Que tipo de substantivo foi utilizado?

<R+>
 6. Faa um quadro como este no caderno, completando-o com substantivos:
 _`[{quadro com quatro colunas, descritas a seguir_`]

 1a. coluna: nomes de ani-
  mais: ''''' 
 2a. coluna: nomes de brinque-
  dos: ''''' 
 3a. coluna: nomes de objetos de casa: ''''' 
<p>
 4a. coluna: nomes de objetos escolares: ''''' 
     Que tipo de substantivo foi utilizado agora?

<110>
 7. Encontre no texto *Lenda da vitria-rgia* dois substantivos comuns e dois substantivos prprios.

 8. Copie o trecho no caderno, corrigindo aquilo que estiver errado. Depois explique por que as palavras estavam incorretas.
<R->

  "-- O uap no existia antes daquela Noite. Foi tup que, com pena de naia, transformou-o na mais bela e maior Flor das guas. Hoje  noite, observe como o uap vai abrir as suas Ptalas como se abraasse a lua que vem refletir nas suas guas. Mas no use nunca as suas Folhas como barco, pois o fundo do Lago ser o seu destino tambm."
<R->
<p>
Vamos produzir

  Agora vocs inventaro uma lenda. Todos podero dar idias e o professor ir registr-las na lousa.
  Criem uma lenda imaginando um lugar em que no existiam peixes no mar. Utilizem elementos mgicos para explicar a criao deles.
  Vocs podem, por exemplo, pensar na criao das aves, das flores, das rvores etc. Soltem a imaginao. Para decidir sobre o que vo escrever, faam uma votao.
  Depois de pronto, copiem o texto no caderno e ilustrem-no!

<F->
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  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>
<p>
Nunca se esquea

<R+>
 Criaram um ttulo para a histria?
 Caracterizaram as personagens?
 Caracterizaram o lugar onde aconteceu a histria?
 Utilizaram a pontuao adequada?
 Houve algum acontecimento mgico?
 As palavras foram escritas corretamente?
 Foram utilizadas corretamente as letras maisculas e minsculas?
 O espao da folha foi usado, adequadamente?
<R->

<111>
Sugestes de leitura

  1. *Lendas e mitos do Brasil*, Theobaldo Miranda Santos, Companhia Editora Nacional.
  2. *Como nasceram as estrelas* -- doze lendas brasileiras, Clarice Lispector, Nova Fronteira.
<p>
  3. (*Re*)*Fabulando*: lendas, fbulas e contos brasileiros, Elias Jos, Paulus.
  4. *Lendas e mitos dos ndios brasileiros*, Waldemar de Andrade e Silva, FTD.
  5. *A Amaznia, mitos e lendas*, Daniele Kss e Jean 
 Torton, traduo de Ana Maria Machado, tica.
  6. *Lendas brasileiras*, Luiz Cmara Cascudo, Ediouro.

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Fim da Segunda Parte
